segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!!!!!

 

www.artesorrindo.com - Cartões e Mensagens em Flash

HERIBALDO DANTAS NO V SEMINÁRIO DE TROCAS

A Escola Heribaldo Dantas apresentou dois projetos no V Seminário de Trocas promovido pela SEC/Itabuna, evento que visa a socialização de experiências realizadas nas escolas da rede municipal. O projeto Todo mundo anda lendo por aqui. E você? foi apresentado pela Profª Neilma Bispo, que salientou a importância da leitura prazerosa e gratuita na escola para formar leitores. Já a Profª Mariluce Bispo, apresentou o projeto Gincana Matemática que teve como principal objetivo desenvolver o raciocínio lógico dos alunos através de jogos e desafios. 





domingo, 21 de novembro de 2010

SEMINÁRIO DE ESTUDOS ÉTNICORRACIAIS





Apresentação teatral baseada no livro Pretinha, eu?











Palestra com a Professora Ayala Araújo






A mão da limpeza





Equipe organizadora


domingo, 14 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

AS CARTAS QUE EU MANDO




Quando queremos solicitar algo para alguém ou responder uma solicitação, fazer uma declaração de amor, despedirmo-nos, argumentar algo que foi dito, escrever diretamente a um leitor de revista ou jornal, contar novidades para o amigo que mora distante, fazer uma comunicação de um fato... ali está a carta! Carta é objeto de correspondência, com ou sem envoltório, sob a forma de comunicação escrita, de natureza administrativa, social, comercial, ou qualquer outra, que contenha informação de interesse específico do destinatário, de acordo com a Legislação Brasileira.
A carta é o elemento postal mais importante, é um meio de comunicação visual, constituída por algumas folhas de papel fechadas em um envelope, que é selado e enviado ao destinatário da mensagem através do serviço dos Correios.
Nos primórdios da entrega das cartas quem pagava a postagem era o destinatário e isso só se alterou com a criação dos selos quando se passou a, previamente, o remetente colocar na sobrecarta (envelope) a quantidade de selos correspondente ao porte (valor da tarifa de serviço), garantido assim a entrega da carta ou a sua restituição no caso de não ser encontrado o destinatário.
Atualmente a carta vem sendo substituída pelo e-mail que é a forma de correio eletrônico mais difundida no mundo, mas ainda há pessoas que pelo simples prazer de trocar correspondências físicas preferem utilizar o método da carta.
Há diversos tipos de carta: carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta argumentativa, carta de solicitação, de apresentação, de reclamação, de informação.

AS CARTAS QUE EU MANDO

E.C.T.

Cássia Eller

Composição: Carlinhos Brown/Marisa Monte/Nando Reis

Tava com cara
Que carimba postais
Que por descuido
Abriu uma carta que voltou
Levou um susto
Que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim
Não pro senhor...
Recebo o crack, colante
Dinheiro parco, embrulhado
Em papel carbono e barbante
Até cabelo cortado
Retrato de 3x4
Prá batizado distante
Mas isso aqui, meu senhor
É uma carta de amor...
Levo o mundo
E não vou lá...(3x)
Levo o mundo e não vou...
Mas esse cara
Tem a língua solta
A minha carta
Ele musicou
Tava em casa
A vitamina pronta
Ouvi no rádio
A minha carta
De amor..
Dizendo:
-Eu caso contente
Papel passado e presente
Desembrulhado o vestido
Eu volto logo, me espera
Não brigue nunca comigo
Eu quero ver nossos filhos
O professor me ensinou
Fazer uma carta de amor...
Leve o mundo
Que eu vou já...(3x)
Leve o mundo que eu vou...
Mas esse cara
Tem a língua solta
A minha carta
Ele musicou
Tava em casa
A vitamina pronta
Ouvi no rádio
A minha carta
Sim senhor!..
Dizendo:
-Eu caso contente
Papel passado e presente
Desembrulhado o vestido
Eu volto logo, me espera
Não brigue nunca comigo
Eu quero ver nossos filhos
O professor me ensinou
Fazer uma carta de amor...
Leve o mundo
Que eu vou já...(3x)
Leve o mundo que eu vou...

Todas as cartas de amor...

Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CRÔNICA: TESTEMUNHA TRANQUILA



O camarada chegou assim com ar suspeito, olhou pros lados e — como não parecia ter ninguém por perto — forçou a porta do apartamento e entrou. Eu estava parado olhando, para ver no que ia dar aquilo. Na verdade eu estava vendo nitidamente toda a cena e senti que o camarada era um mau caráter.
E foi batata. Entrou no apartamento e olhou em volta. Penumbra total. Caminhou até o telefone e desligou com cuidado, na certa para que o aparelho não tocasse enquanto ele estivesse ali. Isto — pensei — é porque ele não quer que ninguém note a sua presença: logo, só pode ser um ladrão, ou coisa assim.
Mas não era. Se fosse ladrão estaria revistando as gavetas, mexendo em tudo, procurando coisas para levar. O cara — ao contrário — parecia morar perfeitamente no ambiente, pois mesmo na penumbra se orientou muito bem e andou desembaraçado até uma poltrona, onde sentou e ficou quieto:
— Pior que ladrão. Esse cara deve ser um assassino e está esperando alguém chegar para matar — eu tornei a pensar e me lembro (inclusive) que cheguei a suspirar aliviado por não conhecer o homem e — portanto — ser difícil que ele estivesse esperando por mim. Pensamento bobo, de resto, pois eu não tinha nada a ver com aquilo.
De repente ele se retesou na cadeira. Passos no corredor. Os passos, ou melhor, a pessoa que dava os passos, parou em frente à porta do apartamento. O detalhe era visível pela réstea de luz, que vinha por baixo da porta.
Som de chave na fechadura e a porta se abriu lentamente e logo a silhueta de uma mulher se desenhou contra a luz. Bonita ou feia? — pensei eu. Pois era uma graça, meus caros. Quando ela acendeu a luz da sala é que eu pude ver. Era boa às pampas. Quando viu o cara na poltrona ainda tentou recuar, mas ele avançou e fechou a porta com um pontapé... e eu ali olhando. Fechou a porta, caminhou em direção à bonitinha e pataco... tacou-lhe a primeira bolacha. Ela estremeceu nos alicerces e pimpa... tacou outra.
Os caros leitores perguntarão: — E você? Assistindo aquilo tudo sem tomar uma atitude? — a pergunta é razoável. Eu tomei uma atitude, realmente. Desliguei a televisão, a imagem dos dois desapareceu e eu fui dormir.

Garoto Linha Dura - Stanislaw Ponte Preta
Editora Agir - Pag . 73